Foi a última vez que estive pessoalmente com o Barata.
(Cícero Almeida)
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Recebi, hoje - dia 10-12-2010, por parte do amigo e meu Mestre, Cícero de Almeida, uma mensagem e um documentário fotográfico, sobre o Prof. Mário Barata, que realmente me emocinou. Vamos a mensagem:

Prezado amigo,

preciso dividir com você o belo conjunto de fotografias da entrevista que fizemos com o nosso prof. Barata!
Estavam armazenadas na Coordenação de Editoração, e estão acompanhadas do texto da entrevista, e acabo de receber.
Vou encaminhá-las à Escola de Museologia, através do projeto memória.
Foi a última vez que estive pessoalmente com o Barata. Depois foram as tentativas mal-sucedidas de continuação da entrevista, pelo telefone, mas que não lograram êxito. Você não faz idéia do quanto lamentei não fechar a entrevista.

Fique com o abraço do
Cícero

Imediatamente, escrevi ao Professor Cícero, com quem tive aulas de "Introdução a Museologia" e, no tom emocionado, lhe agradeci:

"... por preservar este documentário do saudoso tio Mário - seu amigo e professor. Talvez os últimos grandes momentos de sua atuação intelectual, trazendo momentos de sua história pessoal, memórias nunca esquecidas, porém pouco exploradas, e que, mesmo inacabadas, tornam-se baluartes do término de uma primeira passagem do velho Mestre Barata. "

Posto, agora, o conjunto de imagens enviadas pelo Prof. Cícero Almeida, um dos grandes amigos do Prof. Mário, e um dos responsáveis, junto com o museólogo e poeta Mário Chagas, pela importante entrevista, à eles concedida, pelo Prof. Mário Barata.
Cau Barata















Foi a última vez que estive pessoalmente com o Barata.
Cícero

Correio da Bahia noticia morte de Mário Barata

Seção Folha da Bahia em 25/9/2007

Duas trajetórias sensíveis

Semana passada, o Brasil perdeu dois ícones de sua cultura: Mário Barata e Ruth Laus. Ambos longevos e produzindo até os últimos instantes de suas vidas. Intelectuais com contribuições significativas para a formação da memória da história da arte brasileira. Conseqüentemente, figuras muito especiais mas, por exercerem funções específicas e restritas a um público intelectual, muitas vezes são pouco prestigiados pela mídia, reconhecimento oficial e do grande público. Os críticos de arte passam toda uma vida estudando, pesquisando, produzindo livros, ensaios, textos para catálogos, lançando artistas, acompanhando suas trajetórias, influenciando tendências, criando movimentos, registrando história, planejando exposições, salões e bienais, informando o público, buscando fazer um elo entre a arte e os artistas, ensinando em escolas e universidades, escrevendo em jornais e revistas, clarificando um produto sensível: a arte. Muitas vezes são encobertados pelo véu do esquecimento, quando sem eles não existiria história em qualquer país. Mário Barata e Ruth Laus não podem ser esquecidos. Ambos deixaram grandes serviços prestados ao país.

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Mário Barata
Nasceu em 1921, no Rio de Janeiro, e foi um dos homens mais cultos que o Brasil já produziu. Jornalista, crítico de arte, professor de História da Arte, estudou Museologia, Ciências Sociais, História e Direito em seu estado natal. Licenciou-se em Letras e História da Arte na Sorbonne, diplomando-se, ainda, em Ciências Políticas da Universidade de Paris. Foi catedrático, por concurso, de História da Arte, da Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Integrou o Conselho do Museu de Arte de São Paulo. Foi professor em diversas universidades no Brasil e no exterior. Membro do júri Internacional da IIª Bienal de Paris e dos júris nacionais da Bienal de São Paulo e Salão Nacional de Arte Moderna do Rio.Foi assessor para as artes na I Conferência Geral da Unesco, em 1945, em Paris. Em 1949, organizou no Rio e em São Paulo a Seção Brasileira da Association Internationali des Critiques d’Art. Participou de colóquios internacionais na Universidade de Harvard, em 1968. Proferia palestras em português, espanhol, francês e inglês com grande desenvoltura.Mário Barata teve intensa atividade jornalística. Lançou o Programa Crítica de Arte na Rádio Ministério da Educação e Cultura. Foi colaborador efetivo do Hand-book of Latin Americam Studies e da Biblioteca do Congresso, em Washington, nos Estados Unidos. Escreveu muitos livros sobre artes plásticas, destacando-se A escultura de origem negra no Brasil (1957) e Razões de ser e a importância da arte moderna (1958). Produziu centenas de textos sobre artistas brasileiros. Mario Barata nos deixa aos 86 anos, ainda ativo e brilhante, na mesma cidade onde nasceu.

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Ruth Laus
Nasceu em Tijucas, Santa Catarina, em 1920, e faleceu em Porto Belo, no mesmo estado, semana passada. Era uma mulher de projetos, forte personalidade, bela, elegante, loquaz, trabalhou até poucas horas antes de ter um acidente vascular cerebral aos 87 anos. Em 1952, transferiu-se para o Rio de Janeiro e inicia seus estudos de Museologia (MEC), Composição e Análise Crítica (MAM), História da Arte e Estética (Instituto de Belas Artes) e História Comparativa da Música e Artes Visuais (Escola Nacional de Belas Artes).Em 1956, funda e dirige no Rio a Galeria Villa Rica, onde promove intenso movimento artístico-cultural, abrindo espaço para novos talentos que mais tarde se tornariam grandes nomes das artes plásticas como Antonio Maia, Vilma Pasqualine, Raimundo Oliveira, Edelweiss, Píndaro Castelo Branco, Maurício Salgueiro, Maria do Carmo Secco, Antonio Grosso, Iaponi Araújo e tantos outros.Ruth Laus iniciou, aos 14 anos, atividades jornalísticas colaborando com um semanário dominical em sua cidade Tijucas. Em 1957, estréia coluna de artes plásticas em O jornal, Rio de Janeiro, onde permaneceu por um bom tempo. Assinou colunas na revista Gam e Leitura. Produziu, dirigiu e apresentou o programa Studium na desaparecida TV Continental sobre arte e artistas.Viajou pelo Itamaraty, proferindo palestras sobre arte brasileira pela América Latina e Europa. Escreveu vários romances premiados. O mais importante, Viagem ao desencontro, teve apresentação elogiosa de Adonias Filho. Ruth Laus faleceu escrevendo um livro de memórias. Tinha deixado o Rio de Janeiro aos 80 anos, quando comentou: “Aqui no Rio está muito violento, prefiro morrer na praia de Porto Belo”. Aconteceu como ela quis.

(Publicado em http://www.correiodabahia.com.br/folhadabahia/noticia.asp?codigo=137725)

CENTENÁRIO DE UM JORNALISTA - FREDERICO BARATA

Artigo publicado no "Jornal da ABI" – Associação Brasileira de Imprensa, março/abril 2000, pág. 32.
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DESAPARECE UM DOS GRANDES VALORES DA ARTE BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA

Artigo da coluna Vida das Artes, Diário de Notícias, Dezembro 1956.
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O ARQUIVO NACIONAL PREPARA EXPOSIÇÃO COMEMORATIVA DE ARAÚJO PÔRTO-ALEGRE

Artigo da coluna Vida das Artes, Diário de Notícias, Novembro 1956.
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TESOUROS DE ARTE NAS IGREJAS DE PARIS

Artigo da coluna Vida das Artes, Diário de Notícias, Novembro 1956.
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MAIS UM MUSEU NO RIO

Artigo da coluna Vida das Artes, Diário de Notícias, 08.11.1956.
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NO DIA 27: RESULTADO DO PRÊMIO GUGGENHEIM INTERNACIONAL

Artigo da coluna Vida das Artes, Diário de Notícias, 17.11.1956.(clique na imagem)

EXCELENTE OBRA SOBRE A ARQUITETURA MODERNA NO BRASIL

Artigo da coluna Vida das Artes, Diário de Notícias, 24.11.1956.
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ANTÔNIO BENTO NO CONGRESSO DE CRÍTICOS DE ARTE

Artigo da coluna Vida das Artes, Diário de Notícias, Outubro 1956.
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IMPORTANTE DECISÃO PARA O DESTINO DOS MUSEUS


Artigo da coluna Vida das Artes, Diário de Notícias, 10.10.1956.
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RESTAURA-SE O MUSEU GOELDI


Artigo da coluna Vida das Artes, Diário de Notícias, 26.10.1956.
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GRAVURAS DE CARLOS OSWALD


Artigo da coluna Vida das Artes, Diário de Notícias, 27.10.1956.
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ARTE SUL-AMERICANA EM PARIS


Artigo da coluna Vida das Artes, Diário de Notícias, fevereiro 1957.
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A OBRA DO PINTOR BRASILEIRO ANTONIO BANDEIRA


Artigo da coluna Vida das Artes, Diário de Notícias, 12.01.1957.
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OBRAS-PRIMAS NO MUSEU NACIONAL DE BELAS ARTES


Artigo da coluna Vida das Artes, Diário de Notícias, 15.01.1957.
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EXPOSIÇÃO NACIONAL DE ARTE CONCRETA


Artigo da coluna Vida das Artes, Diário de Notícias, 23.01.1957.
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A ARTE DE ANDRÉ MARCHAND


Artigo da coluna Vida das Artes, Diário de Notícias, 30.01.1957.
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PANCETTI, PAISAGENS, RETRATOS


Artigo da coluna Artes Plásticas, Domingo, 05.06.1955.
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